Mostrando postagens com marcador Comunhão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comunhão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O JARDIM


Por Luiz Carlos Sturm

Em um lindo vale, cercado por altas e verdes montanhas, dois jardineiros resolveram plantar um jardim. O dono da terra, entusiasmado com a feliz idéia, providenciou todos os recursos para que os jardineiros tivessem êxito em sua empreitada. Até mesmo uma equipe de especialistas foi trazida de terras estrangeiras para que o jardim fosse muito bem planejado e plantado. Entusiasmados, muitos voluntários vieram ajudar, num alegre mutirão.

Em pouco tempo o jardim estava plantado e era motivo de muita alegria. Era gostoso passear entre as suas árvores floridas onde os pássaros encontravam seu alimento nas épocas de frutificação. As pessoas da cidade descansavam à sombra de suas frondosas árvores. As crianças brincavam ruidosamente junto as suas fontes. Era reconfortante sentar nos bancos providencialmente colocados para descanso dos caminhantes. Os canteiros plantados com múltiplas flores alegravam e animavam as pessoas tristes. Havia também um espaço para plantas medicinais onde as mães encontravam todo tipo de chás para a cura dos males de suas famílias. Tudo era motivo de muita satisfação para os jardineiros, especialmente quando percebiam a aprovação do dono da terra que os incentivava a ampliar e aperfeiçoar o jardim.

Certo dia, um dos jardineiros percebeu que uma das primeiras árvores que haviam sido plantadas estava com algum problema. A árvore tinha um aspecto que ele nunca antes havia notado. As suas folhas já não tinham aquele brilho de outrora, as flores eram raras e, com dolorosa surpresa, percebeu que as suas folhas, agora ralas, revelavam alguns espinhos que nunca antes notara. Com horror, viu que, ao manusear a árvore, suas mãos tinham sido feridas, ensangüentadas. A árvore, que outrora harmonizava o ambiente agora parecia destoante e perigosa. Algo tinha que ser feito.

Com ajuda do proprietário da terra, todos tipos de cuidados foram providenciados para que a árvore fosse restaurada. Era tal a dificuldade, que logo se viu que o processo seria longo e dificultoso. Os espinhos que antes ninguém notava, agora pareciam terríveis e ameaçadores. As feridas nas mãos do jardineiro, causadas pelos espinhos, ainda não tinham curado e, infeccionadas, causavam muitas dores ao jardineiro ferido. Era preciso deliberar sobre as alternativas.

Um dos jardineiros estava disposto a trabalhar na lenta, e certamente árdua, recuperação da árvore. A árvore sempre fora cuidada por ele e por isso a tinha por especial carinho. Além disso, a árvore era lugar de abrigo para muitos pássaros que aí faziam seus ninhos. O outro jardineiro, embora outrora também tivesse se alegrado com a árvore, tinha agora uma dolorosa razão em seus dedos feridos, para optar por simplesmente derrubar a árvore, eliminando a terrível ameaça. Os jardineiros, até então unidos nas múltiplas tarefas do cuidado do jardim, agora experimentavam uma velada, mas evidente divisão para quem os observasse com mais diligência.

Sob orientação do proprietário das terras, resolveu-se pela tentativa de recuperação, o que foi acolhido com zelo e determinação por um dos jardineiros, mas com reservas e ceticismo pelo jardineiro ferido. Os seus dedos maculados ainda sentiam a dor causada pelos espinhos da árvore doente. Temia que, ao cuidar da árvore, suas mãos voltassem a ser machucadas pelos seus espinhos. Seu coração estava dividido. Por um lado se lembrava das alegrias que outrora a árvore proporcionava ao jardim, por outro, os seus ferimentos ainda latejavam de dor.

Quando a árvore começou a ser tratada pelos jardineiros, era necessária alguma poda, ser aguada todos os dias, ministrada de remédios e vitaminas especiais. A expectativa era boa, embora certamente longa e trabalhosa. Infelizmente, as lembranças das dores de suas mãos machucadas, que ainda estavam na mente do jardineiro ferido, o impediam de tratar a árvore doente com o zelo e carinho necessário. Abster-se se tornou uma das formas de não se sentir culpado, deixando que o outro jardineiro se encarregasse de toda tarefa. Afinal, não tinha ele sido ferido e não era o outro que sempre defendera e cuidara a árvore doente? Afinal, não tinha ele o direito de se afastar da árvore que lhe causara tanta dor?

Eventualmente, no cuidado diário do jardim, o jardineiro ferido usava de sua podadeira para cortar alguns dos espinhos da árvore doente, não se dando conta que, junto com os espinhos, cortava os seus ramos vitais, diminuindo suas chances de recuperação.

Passaram os dias e as estações. Na primeira geada do inverno a árvore doente não mais resistiu e morreu. Seu tronco seco foi cortado e usado para alimentar as lareiras. Quando os pássaros procuraram sua proteção e frutos, tristemente nada encontraram. Conversando com o colega, junto ao espaço vazio, ouviu-se do jardineiro ferido, a última referência a arvore que já não existia: “não te disse que nosso esforço seria inútil?”.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

COMUNHÃO BÍBLICA (esboço de pregação):

O QUE É COMUNHÃO?

É ter algo em comum (uma base de comunhão)

No mundo podemos ter comunhão: Quando temos algo em comum.

Mesma língua, mesmo time. Mesmos gostos e preferências.

Mesmos amigos ou inimigos. Mesmos problemas, mesmas magoas.

Exemplo: encontrar alguém no exterior. A conexão é automática.

MAS ISTO NÃO É COMUNHÃO BÍBLICA!

O QUE É COMUNHÃO BÍBLICA?

É ter, em comum, Deus e seus recursos.

Os recursos são as perfeições de Cristo (depositório das plenitudes de Deus).

Col. 2.3 no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.

Na igreja temos, em comum, a presença e os recursos ou perfeições de Deus:

Temos a identidade de Cristo.

Em Jesus:

Todos somos filhos de Deus.

Todos recebemos o mesmo perdão, graça, misericórdia.

Todos recebemos a mesma vida.

Todos temos a perfeição de Cristo em nós.

I Cor. 1. 30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;

Portanto, temos em Jesus:

As mesmas oportunidades.

Os mesmos recursos (vida de Jesus).

A mesma capacidade para agir.

Deus encerrou todos debaixo do pecado para termos uma base comum de graça.

Rom.11.32 Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.

Não são base:

Nossa origem. Conta bancária. Nossa condição social ou racial.

Nossa maneira de ser. Nosso nível espiritual.

Nossa quantidade de saber.

Única base: a presença de Deus e seus recursos.

PRIMEIRO EXEMPLO – O POVO NO DESERTO:

Deus tirou o povo do Egito para:

Criar comunhão em torno Dele. (Comunhão)

Deus queria discipular o povo. (Maturidade)

Criar um povo que o adorasse. (Adoração)

Um povo que declarasse a gloria de Deus ao mundo. (Serviço e Missão)

Eles não tinham identidade:

É o problema de quem é escravo.

Não conheciam Deus e nem seus recursos.

Ex.40. 34 Então a nuvem cobriu a tenda da revelação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo;

35 de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da revelação, porquanto a nuvem repousava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.

36 Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, prosseguiam os filhos de Israel, em todas as suas jornadas;

37 se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até o dia em que ela se levantasse.

38 Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

Deus os colocou no deserto.

Eles viviam em redor da presença de Deus (tabernáculo e a nuvem de fogo)

Ali eles tinham comunhão.

Todos viviam da presença de Deus e seus recursos.

Quando Deus se movia eles se moviam.

No deserto não tinha nada:

Deus fornecia todos os recursos.

Água, comida, proteção, etc.

Dois milhões de pessoas.

Isto é comunhão:

Todos tinham a mesma identidade em Deus (tinham a mesma vida).

Todos partilhavam dos mesmos recursos (igualdade).

Dependiam completamente de Deus.

Se eles se afastassem morriam no deserto.

Todos tinham a mesma oportunidade.

Alguns não entenderam.

Muitos morreram no deserto.

SEGUNDO EXEMPLO – JESUS E SEUS DISCÍPULOS:

João 17. 6 Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus, e tu mos deste; e guardaram a tua palavra.

7 Agora sabem que tudo quanto me deste provém de ti;

8 porque eu lhes dei as palavras que tu me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste.

9 Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me tens dado, porque são teus;

10 todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e neles sou glorificado.

11 Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós.

Jesus os tirou do mundo.

Seu desejo era a comunhão deles.

Assim como o povo foi tirado do deserto.

Jesus era o centro da comunhão:

A presença de Jesus criou a comunhão:

Jesus era o tabernáculo entre eles.

Colocou condições duras para andar com ele.

Era abrir mão de todos os recursos do mundo

Era depender completamente dos recursos de Deus.

Eles iam onde Jesus os enviava.

Cada dia tinham que decidir.

Isto é comunhão:

Todos tinham a mesma identidade. Todos seguiam Jesus.

Quando Jesus faltou:

As ovelhas se dispersaram.

Marcos 14. 27 Disse-lhes então Jesus: Todos vós vos escandalizareis; porque escrito está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.

Não tinham mais o tabernáculo, a centralidade de Jesus.

Jesus prometeu outro centralizador de comunhão.

João 14. 16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre.17 a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.

TERCEIRO EXEMPLO – COMUNHÃO DO ESPÍRITO SANTO:

Atos 2.1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.

2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.

3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma.

4 E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

Reunião, em si mesmo, não é comunhão. (é necessário Deus e seus recursos)

O Espírito Santos é a base de nossa comunhão agora.

Veio o alto para não ter dúvida. (veio de Deus)

Repartido para todos os que confiavam em Jesus e esperavam a promessa.

Agora o que cria comunhão,  está em cada um.

Não mais o vemos fisicamente (coluna de fogo ou Jesus em pessoa)

Agora é muito melhor. Deus está em nós.

Isto é comunhão:

O Espírito Santo e seus recursos estão em todos.

Deus, Pai, Filho e Espírito Santo e suas perfeições.

Todos os dons de Deus estão em nós

Compartilhamos da:

Mesma graça de Jesus

Mesmo amor de Deus

Comunhão do Espírito Santo.

II Cor. 13.13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.

Houve um impacto (explosão) de capacidades para praticar o propósito de Deus.

Adorar em espírito e verdade.

Evangelizar pelo poder do Espírito Santo.

Servir pelo amor que o Espírito Santo derrama.

Somos discipulados, disciplinados pelo Espírito Santo.

Temos comunhão pelo Espírito Santo.

Não é nossa sabedoria ou conhecimento.

Sim a presença de Deus.

Não são base:

A denominação religiosa. As nossas opiniões.

Meu nível espiritual. A base é : o Espírito Santo habitando em nós.

O QUE É PRECISO PARA VIVER EM COMUNHÃO?

Experimentar da graça de Jesus.

Único modo de entrar na presença de Deus.

Onde recebemos o Espírito Santo.

Ef. 2. 11 Portanto, lembrai-vos que outrora vós, gentios na carne, chamam circuncisão, feita pela mão dos homens,

12 estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.

13 Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade,

15 isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz,

16 e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade;

17 e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto;

18 porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.

19 Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus,

Permanecer na presença de Deus.

I João 1. 7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.

Esta é nossa parte. (permanecer na luz)

Quando eu e você olhamos para Deus.

A comunhão morre quando tiramos os olhos de Deus.

Daí começamos ver nossas diferenças.

Tudo passa ser problema.

I João 2.11 Mas aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas e não sabe para onde vai; porque as trevas lhe cegaram os olhos.

Não existe outro lugar onde podemos ter comunhão.

Depender dos recursos de Deus.

Não depender de mais nada.

Os agrados ou opiniões de outros.

As deficiências dos outros.

De nossa capacidade natural ou zelo humano.

Obedecer a Deus segundo seus recursos.

João 15. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.

11 Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.

12 O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

Exemplo: Recebemos o recurso do perdão e agora temos mandamento para perdoar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A CEIA DO SENHOR, UMA ORDENANÇA:

AS DUAS ORDENANÇAS:
1. BATISMO NAS ÁGUAS:
Ato de obediência.
Porta de entrada do Reino.
Incluídos na sua morte.
Incluídos na sua ressurreição (vida)
Incluídos na comunhão da igreja.

2. CEIA DO SENHOR
É uma ordem do Senhor.
(Mat.11:25) Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

O QUE É A CEIA?
(I Cor 11.25) Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
1. É UMA ALIANÇA, UM PACTO.
2. É UMA LEMBRANÇA QUE APONTA PARA O:
Passado
Presente
Futuro.

O QUE É UMA ALIANÇA?
É um compromisso solene:
Pelo beber da mesma bebida.
Pelo comer do mesmo pão.
São obrigações recíprocas.
Aceitas e aprovadas pelos participantes.
Não pode ser quebrada.

LEMBRANDO O PASSADO:
A OBRA CONSUMADA DE JESUS:
(I Cor.11.26) Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.
Salvação no calvário.
Testemunho do amor, misericórdia e graça.
A segurança e a alegria da salvação.

LEMBRANDO O FUTURO:
NOSSO ENCONTRO COM JESUS:
(I Cor.11.26) Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.
(Mateus 26.29) Mas digo-vos que desde agora não mais beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco o beba novamente, no reino de meu Pai.

LEMBRANDO O PRESENTE:
OS DOIS ASPECTOS DA ALIANÇA:

1. A ALIANÇA DE JESUS COM A IGREJA E
2. A ALIANÇA ENTRE NÓS:
(I Cor. 11.25) Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

UMA ALIANÇA ONDE JESUS:
Nos dá vida eterna.
Nos alimenta e cuida
UMA ALIANÇA ONDE NOSSA PARTE É:
Crer em Jesus e sua obra.
Termos o compromisso de obedecê-lo.

A ALIANÇA ENTRE NÓS:
Reconheço que você é meu irmão.
Somos membros da mesma família.
Somos membros de um corpo.
Eu me comprometo a:
Amá-lo.
Cuidar de você.
Suportá-lo em amor.
Sua dor é a minha dor.
Sua alegria é a minha alegria.

A ALIANÇA ENTRE NÓS:
NÃO DEPENDE DAS MINHAS EMOÇÕES OU CIRCUNSTÂNCIAS:
Depende unicamente daquilo que aliançamos.

SIGNIFICA QUE:
Estou ligado ao cabeça que é Jesus.
Estamos ligados uns aos outros por:
juntas
ligamentos (músculos) .

O CORPO DEPENDE DAS JUNTAS E LIGAMENTOS PARA:
1. QUE O CORPO FUNCIONE.
2. QUE O CORPO CRESÇA.
(Ef. 4.15-16)... antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor.

O CORPO DEPENDE DAS JUNTAS E LIGAMENTOS PARA:
QUE TODOS OS MEMBROS SEJAM SUPRIDOS MATERIAL E ESPIRITUALMENTE.
(Col.2.19)... e não retendo a Cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo com o aumento concedido por Deus.
Na igreja primitiva isto funcionava:
(Atos 4.34) “Pois não havia entre eles necessitado algum...”
(II Cor.9.8) “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;”

COMO QUEBRAMOS A ALIANÇA?
1. Quando participo da ceia sem noção do que estou fazendo.
2. Quando não estou ligado com o cabeça que é Jesus através de um relacionamento pessoal.
3. Quando peco e não me arrependo.
4. Quando não estou ligado corretamente com os outros crentes aos quais Deus tem nos ligado no corpo:
Não estou bem ajustado.
Não estou totalmente ligado.

NÃO ESTOU AJUSTADO E LIGADO QUANDO:
1. Não tenho compromisso com o corpo.
2. Não sei meu lugar no corpo.
3. Não amo meus irmãos.
4. Abandono o congregar (reunir).
Heb.11.25 “...não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”

É SEMELHANTE AO CASAMENTO:
QUE TAMBÉM É UMA ALIANÇA.
ASSIM COMO NA CEIA:
Sua estabilidade depende unicamente da aliança.
Não depende de:
Compatibilidade.
Atração sexual.
Preferências pessoais.
Conveniências pessoais

É SEMELHANTE AO CASAMENTO:
NO CASAMENTO A QUEBRA DA ALIANÇA CAUSA:
Separações e divórcios.
Filhos infelizes.
Lares destruídos.

NA IGREJA A QUEBRA DA ALIANÇA CAUSA:
Divisões, rivalidade e ciúmes.
Corpo fraco e despedaçado.
Corpo que não funciona como devia.

QUANDO A ALIANÇA É COLOCADA A PROVA?
Quando sou tentado pela justiça própria e não mais dependo da obra da cruz:
“Eu mereço a salvação, afinal sou tão santo e faço tantas obras boas”.
Quando as pressões entre nós começam a acontecer:
“Meu irmão não pensa exatamente como eu”.
“Meu irmão me feriu e estou magoado”.
“Eu não posso perdoar”.
“Eu não quero pedir perdão”.

CONSEQUÊNCIAS DE UMA ALIANÇA QUEBRADA:
ESTE FOI O PECADO PRINCIPAL DE JUDAS:
(Salmo 41.9) Até o meu próprio amigo íntimo em quem eu tanto confiava, e que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.

CORREMOS RISCO SEMELHANTE:
I Cor. 11.29-30 Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.

CONSEQUÊNCIAS DE UMA ALIANÇA QUEBRADA:
TODO CORPO (A IGREJA) SOFRE:
Os membros não são mais supridos.
Não existe harmonia e acordo.
Não existe mais crescimento.
O corpo fica doente:
I Cor 11.30 “Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.”

O QUE DEVEMOS FAZER?
FAZER UM EXAME PESSOAL.
Do meu relacionamento com Jesus.
Do meu relacionamento com meus irmãos.
I Cor. 11.31-32 “ Mas, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados; quando, porém, somos julgados pelo Senhor, somos corrigidos, para não sermos condenados com o mundo”.

O QUE DEVEMOS FAZER?
NOS SUBMETERMOS A DISCIPLINA DO SENHOR:
Heb.12.11 Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.
Pelo arrependimento.
Pela mudança de atitude.
Pela reconciliação.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

DEUS AMA A UNIDADE

"O grupo de crentes estava unido em seus corações e espírito...De fato, eles compartilhavam todas as coisas." At 4:32 (NCV) "Vivam em harmonia uns com os outros." Romanos 12:16a (NVI) É muito importante perceber que o Novo Testamento dá mais atenção sobre a unidade da igreja do que sobre o céu ou inferno. Deus deseja que experimentemos unidade e harmonia uns com os outros.

Unidade é o coração da comunhão.
Destrua isso e você acaba com o coração do corpo de Cristo. Sem unidade não há comunhão - e sem comunhão não há igreja. A Trindade é una e Deus quer que nós sejamos unificados também. Nosso Pai Eterno, como qualquer pai, aprecia saber que seus filhos se dão bem uns com os outros. Jesus, em seus últimos momentos antes de ser preso, orou fervorosamente pela nossa unidade. E o Espírito Santo é quem nos une em amor.

Nada é mais valioso para Deus que a sua igreja.
Ele pagou alto preço por ela e valorizou a proteção dela. Parte de sua responsabilidade como crente é proteger a unidade no lugar onde você tem comunhão. "Faça todo esforço para conservar a unidade do Espírito através da cadeia da paz". Você precisa pensar a respeito de si mesmo como agente da unidade, comissionado por Jesus para promover e preservar a comunhão dos crentes.

Aqui vão algumas idéias de como podemos fazer isso.

1. Dê importância ao que temos em comum e não em nossas diferenças

Como crentes, a Bíblia diz que compartilhamos um só Senhor, um só corpo, um propósito, um Espírito, uma esperança, uma fé, um batismo e um amor. Compartilhamos a mesma salvação, a mesma vida e o mesmo futuro “ fatores muito mais importantes que quaisquer diferenças que possamos enumerar. Precisamos nos concentrar nessas coisas. "Concentremo-nos nas coisas que produzem harmonia e cresçamos juntos na comunhão". Naturalmente Deus nos fez diferentes e podemos valorizar e apreciar essas diferenças e não meramente tolerá-las. Deus deseja unidade e não uniformidade. Mas, para termos uma unidade saudável, nunca devemos permitir que as diferenças nos dividam. Precisamos estar concentrados nos propósitos comuns de Deus para nós e sua igreja. Os conflitos são geralmente sinais de que o foco mudou para coisas menos importantes, coisas que a Bíblia chama de "matérias disputáveis". "Que exista a verdadeira harmonia de modo que não haja divisões na igreja. Rogo a vocês que sejam um em mente, unidos em pensamento e propósito".

2. Seja realista em suas expectativas

Uma vez que você descobre como Deus quer que seja a verdadeira comunhão, é fácil ficar desencorajado pelo diferencial entre o ideal e o real em sua igreja. Podemos amar fervorosamente a igreja a despeito de suas imperfeições. Ficar buscando o ideal usando críticas sobre o real é imaturidade. De outro modo, estabelecer o que é real sem lutar na busca do ideal é complacência. Maturidade é viver em tensão. "Seja paciente com os outros, olhando com tolerância os erros dos outros por causa do seu amor".Os crentes vão desapontar e entristecer você, mas isso não deve ser desculpa para não continuar em comunhão com eles. Vocês são uma família, mesmo quando não agem como família. E você não deve abandoná-los. As pessoas se tornam desiludidas com a igreja por muitas razões compreensivas. A lista pode ser bem longa: conflitos, ofensas, hipocrisia, negligência, sentir-se insignificante, legalismo, e outros pecados. Em vez de ficarmos chocados e surpresos, devemos lembrar que a igreja é constituída de pecadores, incluindo nós mesmos. Porque somos pecadores, nós nos ferimos uns aos outros, algumas vezes intencionalmente, outras não. Mas em vez de abandonarmos a igreja, devemos permanecer e trabalhar para acertarmos tudo, tanto quanto possível.

Reconciliação e não fuga, é o caminho que fortalece o caráter e aprofunda a comunhão. Abandonar a igreja ao primeiro sinal de desapontamento ou desilusão é marca de imaturidade. Deus quer ensinar algumas coisas a você e aos outros. Além disso, não existe uma igreja perfeita para onde você se transfira. Toda igreja tem suas imperfeições e fraquezas. Logo você vai ficar desapontado de novo.
Groucho Marx ficou famoso quando disse que não queria pertencer a um clube que desejasse sua permanência nele. Se a igreja deve ser perfeita para satisfazer você, essa mesma perfeição é suficiente para excluí-lo, porque você não é perfeito!
Dietrich Bonhoeffer, o pastor alemão que foi morto por resistir aos nazistas, escreveu um clássico sobre comunhão, Life Together. Nesse livro, ele sugere que a desilusão com a igreja local é uma coisa boa, porque destrói nossa falsa expectativa de perfeição.

Quanto mais cedo deixamos essa ilusão de que a igreja deve ser perfeita para podermos amá-la, mais rápido paramos de fingir e começamos a admitir que somos imperfeitos e precisamos da graça. Este é o começo da verdadeira comunidade. Toda a igreja deveria por um cartaz na porta dizendo: "Aqui não é lugar para pessoas perfeitas. Aqui é o lugar apenas para aqueles que admitem que são pecadores, precisam da graça e desejam crescer".Bonhoeffer diz: "Aquele que ama o sonho da comunidade, mais do que a comunidade cristã, vai se tornar um destruidor ao final." Se não damos graça diariamente pela comunhão cristã na qual fomos colocados, mesmo quando não haja grandes experiências, ou ricas descobertas, mas muita fraqueza, pequena fé, e dificuldade; se pelo contrário, continuamos reclamando que tudo é desprezível, então impedimos que Deus atue fazendo nossa comunhão crescer.

3. Escolha encorajar em vez de criticar

É sempre mais fácil ficar de fora e atingir aqueles que estão servindo, do que estar envolvido, fazendo alguma contribuição. Deus é muito sério sobre a crítica: "Que direito você tem de criticar os servos dos outros? É somente o patrão deles quem decide se eles estão trabalhando direito..." "Por que você critica as ações de seu irmão, por que você tenta fazê-lo pequeno? Todos seremos julgados um dia, não pelos padrões dos outros, ou mesmo pelos nossos, mas pelo julgamento de Deus". Sempre que julgo outro crente, instantaneamente quatro coisas acontecem: perco a comunhão com Deus, exponho meu orgulho e insegurança, coloco-me diante do julgamento de Deus e firo a comunhão da igreja. O espírito crítico é um vício caro. A Bíblia chama o Diabo de "acusador de nossos irmãos". É trabalho do Diabo acusar, reclamar e criticar os membros da família de Deus. Em qualquer tempo que fazemos isso, estamos fazendo o trabalho do Diabo por ele. Lembrem-se, vocês cristãos, não importa o quanto você discorde deles, eles não são os inimigos reais. Concordemos em usar toda nossa energia para estarmos de bem com os outros. Ajude os outros com palavras encorajadoras; não os oprima por apontar as suas faltas.

4. Recuse ouvir fofocas

Fofocar é passar uma informação quando você não é parte do problema nem da solução. Você sabe que espalhar fofocas é errado, mas também você não deve ouvi-las se quer proteger sua igreja. Ouvir fofocas é como aceitar uma coisa que foi roubada e isso faz de você tão culpado como quem cometeu o delito.

Quando alguém começa a fofocar para você, tenha a coragem de dizer: "Por favor, pare. Eu não quero saber disso. Você já falou pessoalmente com a pessoa envolvida?" A pessoa que fofoca para você vai fofocar de você também. Não são confiáveis. Se você ouve fofoca, Deus diz que você é um criador de problemas. "Criadores de problemas ouvem criadores de problemas". "Há alguns que dividem a igreja, pensando apenas em si mesmos". No rebanho de Deus, as piores feridas procedem de outra ovelha, não dos lobos. Paulo adverte sobre cristãos canibais que devoram uns aos outros e destroem a comunhão. Eles devem ser evitados.

Em Provérbios 20:19, lemos: "A fofoca revela segredos; portanto não se associe com o falador".O caminho mais rápido para acabar com os conflitos da igreja é confrontar amorosamente a fofoca e destruí-la. "O fogo se apaga por falta de combustível, e as tensões desaparecem quando as fofocas acabam".

5. Pratique o método de Deus para resolver os conflitos

Em adição aos princípios mencionados no último capítulo, Jesus deu à igreja um processo simples de três passos: "Se um irmão fere você, vá e diga a ele, trabalhe isso entre vocês dois. Se ele ouvir, você faz um amigo. Se ele não ouvir, arranje uma ou duas pessoas e assim na presença de testemunhas, de forma honesta, tente de novo. Se ainda assim, ele não ouvir, conte para a igreja". Durante o conflito, é da natureza humana reclamar para uma terceira pessoa em vez de corajosamente falar diretamente com a pessoa envolvida no problema. Isso só piora a situação. Desse modo, você deve ir diretamente à pessoa envolvida. A confrontação privada é sempre o primeiro passo que você deve dar e quanto mais cedo, melhor. Se você não for capaz de acertar a situação entre os dois, o próximo passo é conseguir testemunhas que confirmem o problema e ajudem na reconciliação. E se a pessoa permanecer empacada? Jesus diz para dizer a igreja e, se a pessoa ainda assim se recusar a ouvir, ela deverá ser tratada como um descrente.

6. Apóie seu pastor e líderes

Não há líderes perfeitos, mas Deus deu a eles a responsabilidade e a autoridade para manter a unidade da igreja. Durante o conflito, é sempre uma tarefa ingrata o tentar a reconciliação entre as partes que têm pontos de vistas diferentes. "Seja responsivo aos seus líderes pastorais. Ouça os conselhos deles. Eles estão alerta para as condições de suas vidas e trabalham sob a estrita supervisão de Deus. Contribua para a alegria de sua liderança, e não a perturbe. Por que você iria gostar de fazer as coisas mais difíceis para eles?" Os pastores um dia estarão diante de Deus e prestarão contas de como cuidaram de vocês. "Eles estão cuidando de vocês como homens que vão prestar contas disso". Mas você é responsável também. Você também vai prestar contas a Deus da maneira como você tratou os seus líderes. A Bíblia dá aos pastores instruções específicas de como tratar as pessoas que contribuem para a divisão na igreja. Eles precisam evitar discussões acaloradas e gentilmente ensinar a oposição enquanto ora para que mudem, advertir aqueles que são problemáticos, rogar pela harmonia e unidade, enfrentar os que desrespeitam a liderança e remover da igreja pessoas que causam dissensões se ignoram as duas advertências iniciais. Protegemos a unidade da igreja por honrar à queles que nos servem como líderes. Pastores e anciãos precisam de nosso encorajamento, orações, apreciação e amor. "Honrem os líderes que trabalham duro para vocês, que receberam a responsabilidade de cuidar e guiar vocês no caminho da obediência. Cubra-os com sua apreciação e amor". Na igreja Saddleback, todos os membros assinam um convênio que inclui a promessa de proteger a unidade da igreja. Como resultado disso, a igreja nunca teve uma divisão. Desafio você a aceitar sua responsabilidade de proteger e promover a unidade de sua igreja. Coloque todo seu esforço nisso e estará agradando a Deus.

Isso nem sempre será fácil.
Algumas vezes você terá de fazer o que for melhor para o Corpo e não para você mesmo, mostrando preferência para os outros. Esta é a razão porque Deus nos colocou na família da igreja - para aprender a não sermos egoístas. Na comunidade nós aprendemos a dizer "nós" em vez de "eu" e "nosso" em vez de "meu". "Não pense apenas em seu próprio bem. Pense nos outros cristãos e no que é melhor para eles". Deus abençoa a igreja que é unida. Quando temos um grupo de "crianças na fé" na igreja, elas procuram pela igreja-incubadeira mais quentinha que possam encontrar. Todos precisam de amor, e quando os crentes estão amando genuinamente uns aos outros, você deve fechar as portas para que não saiam.

"Para todos vocês, deixem que o amor guie suas vidas, pois então a igreja estará junta em perfeita harmonia".

Rick Warren - (Trad. Erasmo Vieira)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

PERIGOS QUE DESTROEM O COMPANHEIRISMO

Egoísmo:
O egoísmo é o câncer de qualquer relacionamento. Por isso, alguém que tenha tendências fortes para manipular e explorar os outros, não tem, por enquanto, maturidade para exercer esta aliança.

Diferenças de Personalidade:
Nunca encontraremos pessoas idênticas. Nem haveria vantagem nisso. É natural que os discípulos tenham algumas dificuldades para se ajustarem. A benção deste relacionamento, como já vimos, repousa justamente nisso. Assim os companheiros têm a oportunidade de lidar biblicamente com suas diferenças, podendo aplicar princípios que, de outra forma, seriam apenas teóricos (Pv 27.17).

Ataques do Diabo:
O diabo se levantará contra qualquer aliança de edificação entre irmãos. Usará mentiras, mal-entendidos, desânimos e suspeitas falsas, tentando colocar um contra o outro. Os companheiros devem vencer juntos em oração, bem como esclarecer sempre toda questão que surgir.

Fofocas:
Um relacionamento de edificação não admitirá comentários nocivos sobre a vida de outros discípulos, nem mesmo a pretexto de "orar pelo irmão". Fofocas e contendas entre irmãos são as armas mais terríveis do diabo para destruir a unidade do Corpo (Pv 6.16-19).

terça-feira, 10 de julho de 2007

O PAPEL DO COMPANHEIRISMO NO MINISTÉRIO DE TODOS OS SANTOS

Texto base: Ef. 4:11 e 16

I - PROCLAMAÇÃO (I Pedro 2:9)

1. Testemunho: (Mc. 5:19)
Contatar pessoas para relatar minhas experiências com Deus

2. Evangelismo: (Mc. 16:15)
Contatar pessoas para falar da vida e obra de Jesus, levando-as ]
crer e convidando-as a aceitar o que Jesus fez por elas.


II - RELACIONAMENTOS (Juntas e ligamentos) (Ef.4:16)
1. Discipulado: (Mt. 28:18 a 20 / II Tim.2:2)
Fazer discípulos que façam discípulos.

2. Companheirismo: (Mc. 6:7)
Vínculo entre discípulos.

OS RELACIONAMENTOS DE DISCIPULADO E O COMPANHEIRISMO SÓ FUNCIONARÃO SE NOSSO RELACIONAMENTO COM DEUS ESTIVER TAMBÉM FUNCIONANDO. (João 15:5 e Apoc.3:20)

III - VALOR DO COMPANHEIRISMO:
1. Foi ensinado por Jesus. Marcos 6:7. Modelo para nós.
2. Faz- nos mais fortes. Isaias 41:6
3. É vantajoso. Ecl. 4:9 a 12. Edificação do corpo em amor.
4. Foi adotado pela primeira igreja. Atos 13:2 e 3

NA FORMAÇÃO DO DISCÍPULO, O COMPANHEIRISMO TEM UM PAPEL EXTREMAMENTE IMPORTANTE.

IV – O QUE DEVE EXISTIR NO COMPANHEIRISMO?
1. Comprometimento específico. I Samuel 20:42 e Rute 1:16.
2. Capacitação pelo amor. João 13:34.
Saber ouvir o outro. Colocar-se no lugar do outro. Entender as necessidades do outro. Servir sacrificialmente.
3. Honrar ao outro. Dar o primeiro lugar. Rm.12:10.
4. Transparência. Ser autentico. Ser Sincero. Tiago 5:16 /I João 1: 6 e 7 / Ef 4:15.
5. Sujeição e submissão. Ser Humilde. Ter a atitude de Jesus. Ef. 5:21 / I Pedro 5:5 e 6 / Filip. 2: 5 e 8.
6. Longanimidade e Perdão. Col. 3:12 e 13
7. Sigilo. Prov. 16:28
8. Perseverança diante das dificuldades. Tiago 1:25.
9. Acordo. Amos 3:3

V- O QUE FAZEM JUNTOS?
1. Oram juntos. Mat. 18: 19 a 20.
2. Pregam e fazem a obra juntos. Mc.6: 7 a 12
Exemplo: Censo e outras estratégias.
3. Servem um ao outro. Gal. 5:13
4. Edificam-se mutuamente. Rm 14: 19 / Col. 3:16 / I Tes. 5:11
Estudando juntos. Revendo o material.
5. Estimulam-se mutuamente.. Hb. 3:13 / Hb. 10:24
Conselhos e incentivo.
6. Ajudam no cuidado de discípulos. Atos 14: 21 e 22
7. Formam o caráter um do outro. Prov. 27:17
Corrigindo e aconselhando.
9. Se complementam. I Cor. 12:25 Exemplo: Paulo e Barnabé.
Unindo os dons e ministérios.
10. Comunhão e amizade das famílias. Alegria e prazer de estarem juntos.

A PRINCIPAL FUNÇÃO DO COMPANHEIRISMO É FAZER A OBRA JUNTOS. O RESTANTE É CONSEQÜÊNCIA.


VI - OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1. Não precisa ser alguém com muita afinidade. Não idealizar.
2. Não é preciso longa observação (namoro). Não é casamento.
3. Idade não é empecilho.
4. Pode ser de dois ou três.
5. Nível espiritual não é problema.
6. Morar perto é desejável.
7. Devem ser do mesmo sexo.
8. Orar e pedir conselho antes de iniciar.
9. Fazer o pacto dos discípulos.

NÃO DEIXEMOS DE NOS CONGREGAR

Textos: Hb 10:25; Mt 18:20; At 2:42 e Co 14:23 e 26

1. Deus Concede Graça na Assembléia .
Porque não deixarmos de nos reunir (congregar)? A graça de Deus para o homem é de dois tipos: pessoal e corporativa e esta última só pode ser obtida na assembléia. Muitas orações podem ser feitas em secreto, mas há um outro tipo de oração que para ser ouvida deve ser feita na assembléia, sendo feita em nome de Jesus por duas ou mais pessoas, se os irmãos não se reunirem, várias orações ficarão sem respostas. O mesmo é verdadeiro quanto ao estudo da palavra de Deus, ao lermos a Bíblia nos é concedida graça para entendê-la; no entanto, certas passagens das Escrituras não será abertas a nós, exceto na assembléia dos santos. Se deixássemos de reunir, o máximo que obteríamos seria graça pessoal. Quanto perderíamos de graça corporativa.

2. Cristianismo é Coletivo.
O cristianismo não é singular por não ser de natureza individual, mas coletiva. Por isso a Palavra de Deus nos exorta a não deixarmos de nos congregar. Mesmo no Antigo Testamento, Deus ordena aos judeus que se congregassem e os denominava de congregação do Senhor. No Novo Testamento fica ainda mais claro que os crentes devem se reunir para que possam receber Sua graça. A Bíblia registra muitas ocasiões de reuniões. Enquanto estava na terra, Jesus freqüentemente se reunia com seus discípulos. Após sua ressurreição, Ele encontrou com seus discípulos em um lugar recluso. Antes do dia de Pentecostes, os discípulos se reuniam com um só propósito: o de perseverarem firmes em oração. No dia de Pentecostes sabemos que estavam todos juntos em um mesmo lugar. Em Atos 2 encontramos que todos os que receberam a Palavra e foram batizados perseveravam na doutrina e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações (At. 2:42). As epístolas também ordenam aos crentes que não deixem de se congregarem. Em Coríntios, uma menção é feita sobre a reunião de toda a igreja e nenhum dos membros deve se abster de tais reuniões. Qual é o significado da palavra “igreja” (mais precisamente assembléia) no grego? EK significa “para fora de”, e Klesis significa “um chamamento”. Ecclesia significa “os chamados para fora”. Hoje Deus não apenas chamou para fora um povo, mas quer também que eles se congreguem. Se cada um que fosse chamado mantivesse sua independência não haveria igreja. Assim, nos é mostrado a importância de nos reunirmos.

3. O Corpo está Relacionado à Assembléia.
Os capítulos 12 e 14 de I Co falam dos dons do Espírito Santo. A distinção entre esses dois capítulos é que, enquanto o capítulo 12 fala dos dons no corpo, o cap. 14 menciona os dons na reunião. Ao ler esses dois capítulos juntos, fica evidente que o corpo mencionado no cap. 12 está em funcionamento no cap. 14. Os dons do corpo são especialmente manifestos nas reuniões, o corpo funciona coordenadamente: olhos ajudam os pés, os ouvidos as mãos e as mão a boca. Portanto, aqueles que raramente se reúnem tem pouca chance de conhecer o que significa o funcionamento do corpo. A luz de Deus está no Santo dos Santos. No átrio exterior existe a luz do Sol. O lugar Santo é naturalmente escuro, é iluminado pelo candeeiro contendo azeite. No Santo dos Santos, não há luz natural nem artificial, mas somente a luz de Deus. Para que alguém veja esta luz deve estar no Santo dos Santos. Sozinhos, só podemos receber alguma luz; somente quando os santos estão reunidos, a igreja se torna o lugar da habitação de Deus, e a sua luz pode brilhar em pleno esplendor. Dt 32:30, mostra que a graça coletiva é maior que a pessoal.

4. A Presença do Senhor está no Reunir.
O Senhor nos promete por duas vezes sua presença, em Mt 29:20b de forma individual e em Mt 18:20 de maneira coletiva. Muitas pessoas conhecem a sua presença de uma forma pessoal, tal conhecimento, é indispensável mas também é insuficiente. A Sua presença mais poderosa e abrangente é conhecida somente na assembléia dos Santos. Sua presença em nós está limitada a ser em um grau menor do que quando nos reunimos, pois é aí, no meio dos irmãos que a experimentamos como nunca havíamos visto antes. Devemos, portanto, a aprender a perceber esta presença nas reuniões; esta graça não pode ser obtida de outra maneira.

5. Como Devemos nos Reunir .
Todo o congregar deve ser em nome do Senhor. O significado disto é que simplesmente nós nos congregamos sob sua autoridade e centralizados nele. O Senhor é o centro, e nós vamos juntamente com muitos irmãos, comparecer perante Ele. Fisicamente o Senhor não está aqui; e é por isto que seu nome se torna indispensável. Ele nos promete que se reunirmos em Seu nome, Ele estará em nosso meio. Isto é, o Seu Espirito estará em meio ao nosso ajuntamento. Quando nos reunimos não é para ouvir um pregador, mas para encontrarmos o Senhor. O Espirito Santo é o depositário do nome do Senhor. Ele é enviado para proteger o nome do Senhor. Outro princípio que governa uma reunião é a edificação do povo de Deus, ou seja, aquilo que somente edifica uma pessoa e não aos outros não deve ser manifestado na reunião. Portanto, quando chegamos à reunião, precisamos considerar sempre se todos estão sendo ou não edificados. Mesmo o fazer perguntas não é meramente para o nosso benefício pessoal. Nas coisas que faço, ajudo ou atrapalho a reunião. Tanto o nosso falar quanto o nosso silêncio podem afetar os outros. Se nós não consideramos os demais, podemos causar perda à reunião. Se falando ou permanecendo em silêncio, tudo deve ser feito para proveito da assembléia para a edificação do corpo de Cristo.

Finalmente, precisamos repetir que todos os que se reúnem devem ter um objetivo: a edificação mútua e não a sua própria. Devo evitar fazer algo que possa trazer perda aos outros irmãos. Se o meu silêncio irá inibir outros, então falo. Em todas as coisas devo aprender a edificar os irmãos. O princípio básico de uma reunião é a edificação do corpo de Cristo. Seja humilde e não pense muito alto de si mesmo, como se você fosse uma das maravilhas destes vinte séculos, o melhor cantor e o melhor pregador! Aprendamos a humildade para que as nossas reuniões possam ser fortes. Sempre que as pessoas andarem em nosso meio, elas deverão sentir instantaneamente a presença de Deus. Esta obra é do Espirito Santo. Isto levará as pessoas a se prostrarem sobre as suas faces e adorarem a Deus, declarando que Ele verdadeiramente está entre nós.

Autor: Watchman Nee
Extraído do livro: Não Deixemos de Congregar-nos - Edições Tesouro Aberto